Friday, September 9, 2011
As armadilhas fotográficas foram desenvolvidas nos EUA para o manejo de animais de caça e adaptadas pela biologia da conservação às pesquisas com mamíferos selvagens. Foram aplicadas no estudo de tigres na Índia por Karanth e Nichols (1998), associadas a modelos de captura e recaptura, e posteriormente usadas em estudos com a onça-pintada (Silver 2005; Da Silva 2011). O padrão gráfico das listras e pintas dessas espécies (a malha da onça, como dizem os pantaneiros) é como uma impressão digital dos animais, que permite aos pesquisadores identificá-los individualmente.
Armadilhas fotográficas podem ser usadas para determinar a distribuição (presença ou ausência) ou para estimar a abundância de uma espécie em determinada região. O equipamento é composto por sensores de movimento e câmeras automáticas comuns protegidas por caixas de plástico resistente (o uso de câmeras digitais só se difundiu no final da década de 2000, depois que a indústria resolveu a questão do delay para tornar a armadilha eficiente). Em estudo realizado no Pantanal, Soisalo & Cavalcanti (2006) compararam os resultados obtidos com coleiras GPS aos resultados obtidos com armadilhas fotográficas, questionando protocolos estabelecidos para estas a avaliação de abundância da onça-pintada a partir dessas últimas.
A armadilha da foto é da marca norte-americana Stealph Cam, usada pelo Projeto Onça Pantaneira em 2008 (ver post abaixo sobre o assunto)
 
Referências:
Da Silva, M. X. (2011). “Armadilhas Fotográficas”. Site Fotografia Científica. Disponível em http://www.fotocientifica.com/2011/08/fotografia-cientifica.html. Acesso em 12/09/2011. 
Karanth, K.U. e Nichols, J.D. (1998) “Estimation of tiger densities in India using photographic captures and recaptures”. Ecology 79(8), 2852–2862. 
Silver, S. C. (2005) Estimativa de Abundância de Onças-Pintadas Através do Uso de Armadilhas Fotográficas. Wildlife Conservation Society, NY.
 
Soisalo, M. K.; Cavalcanti, S. M. C. 2006. “Estimating the density of a jaguar population in the Brazilian Pantanal sing camera-traps and capture-recapture sampling in combination with GPS radio-telemetry”. Biological Conservation, 29 (4): 487-496.

As armadilhas fotográficas foram desenvolvidas nos EUA para o manejo de animais de caça e adaptadas pela biologia da conservação às pesquisas com mamíferos selvagens. Foram aplicadas no estudo de tigres na Índia por Karanth e Nichols (1998), associadas a modelos de captura e recaptura, e posteriormente usadas em estudos com a onça-pintada (Silver 2005; Da Silva 2011). O padrão gráfico das listras e pintas dessas espécies (a malha da onça, como dizem os pantaneiros) é como uma impressão digital dos animais, que permite aos pesquisadores identificá-los individualmente.

Armadilhas fotográficas podem ser usadas para determinar a distribuição (presença ou ausência) ou para estimar a abundância de uma espécie em determinada região. O equipamento é composto por sensores de movimento e câmeras automáticas comuns protegidas por caixas de plástico resistente (o uso de câmeras digitais só se difundiu no final da década de 2000, depois que a indústria resolveu a questão do delay para tornar a armadilha eficiente). Em estudo realizado no Pantanal, Soisalo & Cavalcanti (2006) compararam os resultados obtidos com coleiras GPS aos resultados obtidos com armadilhas fotográficas, questionando protocolos estabelecidos para estas a avaliação de abundância da onça-pintada a partir dessas últimas.

A armadilha da foto é da marca norte-americana Stealph Cam, usada pelo Projeto Onça Pantaneira em 2008 (ver post abaixo sobre o assunto)

 

Referências:

Da Silva, M. X. (2011). “Armadilhas Fotográficas”. Site Fotografia Científica. Disponível em http://www.fotocientifica.com/2011/08/fotografia-cientifica.html. Acesso em 12/09/2011.

Karanth, K.U. e Nichols, J.D. (1998) “Estimation of tiger densities in India using photographic captures and recaptures”. Ecology 79(8), 2852–2862. 

Silver, S. C. (2005) Estimativa de Abundância de Onças-Pintadas Através do Uso de Armadilhas Fotográficas. Wildlife Conservation Society, NY.

 

Soisalo, M. K.; Cavalcanti, S. M. C. 2006. “Estimating the density of a jaguar population in the Brazilian Pantanal sing camera-traps and capture-recapture sampling in combination with GPS radio-telemetry”. Biological Conservation, 29 (4): 487-496.