O trabalho científico com a Panthera onca envolve uma coleção de indícios, vestígios e sinais. A presença dela é documentada em pegadas, carcaças de animais abatidos, ou ainda pêlos e fezes. São elementos coletados pelos biólogos do Projeto Gadonça com a finalidade de descrever o comportamento e analisar os hábitos alimentares da onça-pintada na região do Pantanal de Miranda. Os itens coletados no campo são catalogados, numerados e arquivados no laboratório de campo do projeto. Amostras de fezes, por exemplo, colocadas em sacos plásticos com data, hora e local, passam por diversos estágios de tratamento, e o que sobra no final são pêlos de animais, identificados posteriormente com o uso do microscópio.
A coleção do projeto é composta de várias ossadas: veados, catetos, queixadas, capivaras, jacarés, vacas e outros. Além das informações sobre o quando e onde, os ossos dos animais falam também do como. As marcas da mordida da onça no crânio de uma anta (como a da foto) são acompanhadas de anotações sobre o tipo de terreno onde o animal foi encontrado, a localização em GPS, a distância para a estrada mais próxima e outros dados. Crânios de onças também fazem parte da coleção, provenientes de animais abatidos por caçadores em fazendas vizinhas.
Através do blog da San Francisco é possível encontrar informações sobre o projeto Gadonça e muitas imagens de onças feitas na fazenda:
http://blogpantanalfazendasanfrancisco.blogspot.com/